terça-feira, 21 de julho de 2015

Bodas de Carvalho:Plenitude da Verdade


Por André Martin Barros

   A Primeira Igreja Batista em Porto Franco é sem dúvida uma Igreja histórica, prova disto é a comemoração das suas bodas de carvalho;pastores formados com o auxilio da Igreja e várias vidas convertidas pelo poder do Espírito Santo.Nestes oitenta anos de organização, nossa Igreja teve doze pastores,fundou uma excelente escola,desempenha trabalhos sociais e conta com muitos membros de formação.No entanto suponho que a História da PIB seja conhecida,assim não me deterei tanto nela,mas falarei do segredo do seu sucesso.Há uma nova linha de vida, um estilo novo,assumido por muitas pessoas,que vivendo princípios cristãos trazem a esta cidade a fraternidade.
   Sinto-me feliz por isto,pois enquanto o mundo hoje vive características de tensões e crises econômicas, temos uma Igreja que trabalha para a unidade.A PIB tem uma acentuada dimensão comunitária,exige dos seus membros uma profunda consideração de Deus por aquilo que ele é:Amor.
   De fato como poderia pensar na paz,na fraternidade sem reconhecer que que somos todos uma só família? E como poderia pensar em uma família sem um pai de todos? A PIB através de seu pastor e membros, nos ensina que o maior desejo de um pai é que seus filhos se tratem como irmãos;se queiram bem;que pratiquem a arte de amar,fazendo-se um,assumindo as alegrias e os problemas dos outros como sendo seus. Ademais, a PIB é autêntica, verdadeira, não tem qualquer receio de pregar a palavra que o mundo não quer nem pronunciar: CRUZ. Não se faz nada de útil no mundo sem o sofrimento.
   Em uma obra de Deus, geralmente, toda novidade sugerida pelo Espírito Santo tem um preço, é a semente que deve morrer para depois produzir frutos. Nesses oitenta anos de história existiram momentos de dor, todavia, hodierna
mente, colhemos os frutos do amor a Jesus Cristo.
   As lágrimas derramadas nesses períodos difíceis da Igreja apenas prepararam o terreno para a primavera do espírito humano. Os diálogos entre os membros da Igreja, brotou da vida, não só de raciocínios intelectuais.



   Por fim, Deus abençoe todos os membros pelos esforços dispensados na construção da Primeira Igreja Batista em Porto Franco, que a transformou em modelo para muitas outras.























quarta-feira, 15 de julho de 2015

GRATIDÃO


“Onde Deus se torna doador, o homem se torna devedor”

O homem por detrás do balcão olhava para a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrine. Os olhos da cor do céu brilharam quando viram determinado objeto. A menina entrou na loja e pediu para ver o colar azul-turquesa.


— É para a minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito? — disse ela. 

O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:

— Quanto de dinheiro você tem?




Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e, feliz, disse:

— Isso dá?

Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.



— Sabe, quero dar este presente para a minha irmã mais velha. Desde que a nossa mãe morreu, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversario dela e tenho certeza que ficará feliz com o colar que é da cor de seus olhos. O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.

— Tome! Leve com cuidado — disse para a garota.

Ela saiu feliz saltitando rua abaixo. Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou a loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:




— Este colar foi comprado aqui?

— Sim, senhora.

— E quanto custou?

— Ah, o preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o cliente — falou o dono da loja.

A moça continuou:


— Mas a minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo!

O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem.

— Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. ELA DEU TUDO O QUE TINHA.

O silêncio encheu a pequena loja e duas lágrimas rolaram pela face emocionada da jovem, enquanto suas mãos tomavam o pequeno embrulho.

A verdadeira doação é se entregar por inteiro, sem restrições. A gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura. Por isso, sejamos sempre gratos, mas não esperemos pelo reconhecimento de ninguém. A gratidão com amor não apenas aquece quem recebe, mas também reconforta quem oferece.



sábado, 11 de julho de 2015

ROMANOS 8.28


Romanos 8.28: “Sabemos que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo seu propósito”. Perdeu o emprego? Rm 8.28 Sofreu um acidente? Rm 8.28. Costumamos usar a máxima paulina para dar sentido àquilo que temos dificuldades de explicar. Usaremos a American Standard Version "Sabemos que, para aqueles que amam a Deus, todas coisas convergem para o bem".

O apóstolo Paulo escreveu aos romanos, uma das poucas igrejas do Novo Testamento que não fora fundada por
 ele. Credita-se que convertidos durante o Pentecostes narrado em At 2, voltaram à Roma e levaram o Evangelho. É um compêndio doutrinário. Um dos textos mais populares, Rm 8.28, é usado de forma massiva, à exaustão, por vezes como forma de consolo ante traumas da vida, ante justificativas, racionalizações ou explicações.


Parte 1 - “Todas as coisas”. Todas as coisas ruins. Advogar que coisas boas nos favoreçam dalguma forma é desnecessário. Portanto, todas as coisas ruins cooperam... Contribuem... Concorrem... para o bem. A equação é que: Há algo de bom subjacente no que é ruim: As coisas ruins, as amputações da vida – desemprego, crise, dor... As privações da vida – a solidão, a saudade, as perdas, o não-ter... As interrupções da vida – as perdas, o luto... No grego a idéia é de "sinergia" = "ação associada de dois ou mais órgãos cujo resultado seja a execução de um movimento". (sim + ergo = conjunto + trabalho). A sinergia produz um movimento, um acréscimo para o bem daquele que ama a Deus. Como isso acontecerá para aquele(a)??? Isto está à margem, acima e além daqueles que esperam que a coisa ruim resultará em algo bom – este é o discurso “consolador”: “Aguarde, algo de bom vai sair disso”. Volto à pergunta: Como o alvo desta afirmação experimentará de Deus que uma tragédia será revertida para “o bem”??? Outra pergunta: Que “bem” é esse??? Antes de prosseguir, uma outra pergunta é obrigatória para o texto:

Parte 2 - “Daqueles que amam a Deus, que são chamados segundo seu propósito”. Para Deus, quem são seus amantes? A Bíblia responde: (Jesus) “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.
(...) Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.
Quem não me ama não guarda as minhas palavras... (João 14:21-24). E: “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando”. (João 15:14).
Esta verdade, portanto, só vale somente, para aqueles que de fato amam a Deus. Não vale para qualquer um. O amante de Deus é quem deve se apropriar de Rm 8.28. A condição sine qua non é aos chamados “segundo Seu propósito”. Pergunte-se: E qual ou quais são os propósitos de Deus para aquele seu amante? Duas paulinas são elucidativas: Efésios 1 repete a expressão “para o louvor de sua glória” por três vezes; e II Co 5.15 “E ele morreu por todos para que os que vivam não vivam mais para sí mesmos mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”. A razão, o sentido, o propósito pelo qual e para o qual devemos vivemos é o louvor de sua glória, é a vida para Ele.

Parte 3 - Necessário abrir o contexto em que a frase é dita. A doxologia (Do grego δόξα [doxa] "glória" + -λογία [-logia], "palavra", traz o cenário vivido pelo destinatário. Ler 8.18-38...: (a) As aflições de hoje quando comparadas à glória futura, são menores; (b) a esperança traduz uma perspectiva que motiva; (c) se não sabemos o que orar, o Espírito intercede em favor; (d) sob a doação do Filho, tudo após ele é de menos necessidade, portanto, menos importante; e (e) a separação deste amor é impossível (“nada ou ninguém”).

Portanto, a aplicação e vivência de Rm 8.28 não deve vir apartada, solta do contexto - inflexões, confrontos, inquietações muito altas. Supras, espirituais. Para crentes. Para aqueles que vivem pela e na fé. Os que não dependem das circunstâncias; e não exigem coisas boas para se contentarem.

“E Eu Com Isso?” (Aplicação): Voltando às perguntas ecoadas anteriormente. "Sabemos que, para aqueles que amam a Deus, todas coisas convergem para o bem". Isso não significa questionar tentar compreender o que há de bom no que é ruim; a vantagem em perder. Ou: “O que eu ganho em ficar desempregado?”; “O que há de bom na doença?”. Não se trata disso.
É certo que, para aqueles que ama a Deus, haverá uma reversão para o bem: Ummovimento de acréscimo, uma bênção, uma maturidade, não o sei. Nesta vida ou além? De imediato ou futuro? Material ou espiritual? Não sei. Mas haverá uma reversão para o bem – e isso nem sempre poderá ser mensurável, descrito, computado... A relação com Deus não é pra saber ou sentir... É para crer!
Fui roubado, amputado, violentado, ferido, decepado, quebrado... Perdí, chorei, sofri... Fui abandonado, traído, machucado, decepcionado... O Filho de Deus nos foi entregue, logo, é o que temos de maior e mais importante. Não o perderemos. Por outro lado, o que perdemos – pessoas, coisas, oportunidades, ou o que experimentamos nessa vida não é suficiente para nos separar dEle. By Geraldinho Farias

terça-feira, 7 de julho de 2015

“Desafio é pra quem tem coragem!”

                Juventude Batista Brasileira

Vamos Iluminar a Cidade é uma declaração de amor à ordem do nosso mestre: Vocês são a luz do mundo! Iluminar a Cidade tem a ver com gente que faz o amor de Jesus acontecer na vida do outro. Gente que sabe que suas habilidades e seus dons são para servir ao próximo.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Sobre a ideologia de gênero nas escolas



Wilma Rejane

No dia 26 de Junho de 2015, a Suprema corte dos 
Estados Unidos oficializou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. 
A decisão está sendo bastante comemorada não apenas naquele país, 
mas no mundo todo, visto que os E.U.A têm grande influência no 
cenário econômico e social. O que está acontecendo a nível mundial 
é uma tendência que não poderá ser freada, pois é resultado da 
corrupção do gênero humano. Falo com tristeza, não com ódio 
ou espírito de rivalidade.

Já no Brasil, muito se comenta sobre a ideologia de gênero nas
escolas. Segundo essa ideologia,toda criança nasce sem
definição sexual. Ou seja, não é menino ou menina. Ela
escolhe que sexo assumirá. A sexualidade seria, portanto,
 uma construção cultural.

O que poucos sabem é que esse assunto não é tão atual assim,
ele teve inicio com o 14º Congresso Mundial de Sexologia
ocorrido em Hong Kong na China entre 23 e 27 de Agosto de 1999.
Neste congresso ficou instituido que a sexualidade é parte
integral da personalidade de todo ser humano e
deve ser construída por meio de interação entre indivíduos
 e as estruturas sociais. A "construção" da sexualidade, portanto,
 não é uma invenção do governo petista brasileiro, mas
 resultado de especulação cientifica aliada a uma pedagogia
moderna. A influência desse Congresso sobre as orientações
de gênero nas escolas brasileiras pode ser conferida  no Guia
Escolar 2011 elaborado pelo Governo Federal. Em um dos
tópicos sobre Orientação sexual no currículo, capítulo três,
página 56 se lê:

Objetivos dos Temas transversais dos Parâmetros
Curriculares para infância e adolescentes:

•Respeitar a diversidade de valores, de crenças e de
comportamentos relativos à sexualidade,desde que seja
garantida a dignidade do ser humano.
•Compreender a busca de prazer como uma dimensão
saudável da sexualidade humana.
•Conhecer seu corpo, valorizar e cuidar de sua saúde como
condição necessária para usufruir de prazer sexual.
•Reconhecer como determinações culturais as características
 socialmente atribuídas ao masculino e ao feminino,
posicionando-se contra discriminações a elas associadas.

Ou seja: sexualidade é construção, é algo metafísico que
não apenas transcende a biologia como também a ignora.

Há nesse contexto a acusação de que essa construção
da sexualidade seja fruto de ideologia marxista socialista.
 Estranho é saber que Karl Marx  jamais tratou de
construção de sexualidade. Sua obra fala sim de uma construção
 social derivada do poder do capital sobre o operário,
fala do fetiche da mercadoria e das relações sociais como
sendo produtos do capital, de uma opressão capitalista
 alienante que norteia comportamentos. O mundo
capitalista seria então uma construção de dominação entre
capital x operários, capital x mercadorias, capital x relações sociais.
 Marx expôs brilhantemente a efervescência do capitalismo;
 o problema são os adeptos de Marx, estes que querem
implantar a ideologia socialista histórica em todas as áreas
 da esfera social. Em nome de uma "desalienação" acabam
se alienando, perdendo a noção de moralidade e valores. 

Agora, convenhamos, construção é educação, é convivência.
Então, por que há tanta aversão pelo cristianismo
quando este combate o homossexualismo como sendo
uma construção social? Se sexualidade é construção então,
significa dizer que qualquer pessoa pode ser o que quiser.
 Na verdade, essa tão apregoada construção só é defendida
 quando contraria a natureza. Não basta se construir a partir
da sexualidade natural e filial de ser homem e mulher. Essa
construção que se apregoa no presente século precisa desconstruir
 o que Deus fez para construir o que a vontade e os instintos querem.
Neste ponto a construção é válida. E aqui também defendo que
essa construção é marxista, socialista, histórica, pois a base
 do marxismo é a contradição. Tem contradição maior do que
 dizer que sexualidade é construção, mas ser homossexual não é construção?

Que Deus nos ajude a enfrentarmos esses dias maus.
Que o mundo possa compreender que o amor de Deus transforma
e que somente Jesus Cristo Salva e que nenhuma construção humana
 se equipara a criação Divina. 

Referência:

Guia escolar: identificação de sinais de abuso e exploração
 sexual de crianças e adolescentes /Benedito Rodrigues dos
 Santos, Rita Ippolito – Seropédica, RJ:EDUR, 2011

sexta-feira, 26 de junho de 2015

A pomba, a Oliveira e a Redenção.


"E a pomba voltou a ele a tarde: e eis arrancada uma folha de 
oliveira no seu bico; e conheceu Noé que as águas tinham
 minguado sobre a terra" Gn 8:11.

Há muitos séculos a oliveira é utilizada como símbolo da paz,
 imperadores romanos já se valiam da planta para divulgarem
 um reino: Próspero, pacífico e abundante.

Atenas tem a oliveira como árvore protetora da cidade, tudo 
porque uma lenda conta que na disputa de "deuses" para dar 
nome à cidade, a "deusa" Atenas, presenteou-a com oliveiras 
e seu produto nobre; o azeite. Não tendo ninguém conseguido 
superar o seu feito, a cidade ficou sendo chamada Atenas.

Também foi em Atenas que surgiu a tradição de presentear 
atletas vencedores com coroas de oliveiras. Os ramos de oliveiras
 eram recolhidos com facas de ouro. Não existiam as medalhas olímpicas, 
sendo as coroas o prêmio máximo concedido aos ganhadores.
Até hoje, essa tradição permanece e em qualquer nação ou 
modalidade desportiva, atletas recebem coroas de oliveiras como prêmio.

Enfim, a oliveira e seu produto, o azeite, considerado "fonte de ouro" 

pelos extrativistas, sempre estiveram ligados a paz e vitórias.


A pomba como símbolo da paz

A primeira vez que a pomba e a oliveira aparecem juntas é no livro 
de Gênesis, um símbolo que tem sido utilizado secularmente 
para representar a paz universal.

O partido socialista soviético utilizou-o como campanha de 
convocação a "paz universal". A pedido de Stalin, o grande pintor Picasso, 
reproduziu a pomba com o ramo de oliveira. A imagem, reproduzida
 pelo artista, percorreu o mundo.

A pomba, A Oliveira e a Redenção
A pomba, em Gênesis simboliza o Espírito Santo, tal qual no 
Evangelho de João 1:32, quando ela desce sobre Jesus, 
na ocasião de seu batismo. O ramo de Oliveira, 
simboliza a própria Oliveira que É Cristo Jesus. 
A aparição da pomba com o ramo de Oliveira no bico
 significa a Redenção da humanidade através de 
Cristo Jesus.Deus, não mais destruiria os homens desobedientes, 
mas, lhes daria uma oportunidade de recomeçarem uma nova vida.
 A pomba e a Oliveira seriam vitais nesse renascimento.

O simbolismo secular, as invenções humanas, os clamores
 pela paz, as vitórias conquistadas coroadas de glória, os prósperos
 impérios, as ricas cidades, nada disso é válido se não estiver 
ligado a Verdadeira Oliveira. Tudo passa, apenas permanece 
o Eterno Reino da Justiça. É através D'Ele que se conhece a 
Verdadeira Paz. 

Aquele que recebe a Oliveira, trazida pelo 
Espírito Santo não mais seria destruído:"Porque a lei 
do Espírito de vida em Cristo Jesus , me livrou da lei 
do pecado e da morte" Rm 8:2.

terça-feira, 23 de junho de 2015

As Diferenças não devem Subtrair o Respeito



     Algo que aprendi é que posso não aceitar uma coisa, uma opinião, um ponto de vista ou até mesmo uma filosofia, ideologia, teologia e o modo de agir do outro, mas devo respeitar mesmo assim para que respeitando seja respeitado, o que não impede de discordâncias; seria aquela máxima: Respeito mesmo que não aceite. Quando olho para o questionamento de John Wesley em seu sermão: O Espírito Católico percebo que isso é possível quando entendermos que de fato o nosso alvo comum é Jesus e o seu Reino e a unidade do corpo de Cristo em um só sentimento de servir e adorar a Deus. Quando vivenciarmos o amor integralmente em nossas vidas e colocarmos a cima de questões pequenas, entenderemos que mesmo pensando diferente, poderemos amar de maneira igual, pois o amor excede as barreiras culturais, econômicas, sociais, religiosas e a vida terá mais sentido do que coisas e ponto de vistas.
     Um só coração deve ser entendido como um só sentimento, propósito, causa, mesmo que percorrido por destinos diferentes ou diferentes caminhos que levem ao mesmo lugar e isso me refiro a muitas interpretações. As Igrejas da atualidade estão perdendo Jesus de vista e enxergando muito mais a multidão, ou olhando para si mesma, seus programas, suas atividades locais e individuais, seus dogmas, suas liturgias seus próprios modos de serem, enquanto que a causa do verdadeiro evangelho que exalta a Deus, que é claro como límpidas águas, que desamarra todo nó que o inimigo faz na cabeça das pessoas está sendo cada vez mais esquecido. Mesmo que tenhamos nossa maneira de ser, pensar e agir, faz-se necessário uma reflexão sobre o tema abordado por Wesley há alguns anos, mas tão preciso em nossos dias, O Espírito Católico no sentido de união pelo reino de Deus deve motivar-nos a olhar para os outros além das nossas diferenças e costumes. Esse diálogo que poderia ser aberto, franco é prejudicado pelo individualismo de grupos separatistas que se acham exclusivistas dos direitos celestiais, se acham donos do reino, quando na realidade o reino é do Senhor e do seu filho amado e estendido a cada um de nós pela fé e aceitação do Senhor Jesus como Salvador de nossas almas. Grupos que se acham melhores do que os outros, que não se envolvem em causas iguais por pensarem de maneiras diferentes e esquecem-se do dom maior que é o dom de amar. O Espírito Católico no sentido universal é abrangente, global,  e sobressai ao espírito limitado, controlado, localizado e que não vai alem daquilo que pensamos e entendemos ao invés de agirmos muito mais pela causa maior, ficamos presos em questiúnculas que nos dividem, nos separam e faz com que não nos respeitemos.
     Diferenças não devem subtrair o respeito, ao contrário disso o respeito deve agregar diferenças, não somos iguais, não pensamos iguais, não agimos iguais e isso não deve ser o motivo para nos separar. Deus trabalha na multiforme graça e não na uniforme graça, Paulo compara a Igreja como um corpo que tem muitos membros, com funções diversas e com um único objetivo, o bom funcionamento, isto fica evidenciado que as denominações, igrejas, religiões devem refletir a este respeito, buscando a paz com todos mesmo pensando diferentes, ajudando a todos mesmo pensando diferentes, se unindo mesmo pensando diferentes, dialogando mesmo pensando diferentes; não é matar o outro porque é diferente de nós, mas agregá-lo e amá-lo, mesmo que não aceitemos a sua postura, o seu modo de ser.

Pr. Marcone Pereira da Silva

Pastor da Primeira Igreja Batista em Porto Franco